O problema em números
O tamanho do caixa e o tamanho da resposta
Cada número abaixo vem de fonte pública ou de texto legal em vigor, identificado logo embaixo do dado. A lista completa, com links, está no fim da página.
Como o dinheiro circula
A facção é uma empresa. Só é ilegal.
O dinheiro do varejo da droga, do pedágio cobrado do comerciante e da extorsão não fica em cofre. Ele entra na economia formal por comércio de fachada, imóvel em nome de terceiro, frota de veículos, posto de combustível, casa de aposta e conteúdo digital patrocinado. Quando isso acontece, o caixa da facção passa a se defender com os mesmos instrumentos de qualquer patrimônio: contrato, nota fiscal, laranja e advogado.
No Espírito Santo isso tem forma específica. O domínio, como Assis descreve, é simbólico: o Estado entra na comunidade, mas o crime decide quem mora, expulsa famílias, toma residências e cobra do comércio. Esse controle é financeiro antes de ser armado.
O que ele propõe
Cinco medidas concretas de mandato
A objeção mais comum
"Já existe lei para isso. Não falta lei."
Correto, e o candidato concorda. A Lei de Lavagem de Dinheiro é de 1998, a Lei de Organizações Criminosas é de 2013, o confisco alargado entrou no Código Penal em 2019 e a Lei Antifacção de 2026 reforçou a constrição patrimonial. O problema não é a ausência de norma: é a ausência de rotina.
Investigação patrimonial exige perícia contábil, cruzamento de dados fiscais, tempo e equipe especializada, coisas que competem por orçamento com o policiamento ostensivo e quase sempre perdem. Enquanto a apreensão de droga aparece em estatística diária, o bloqueio de bens não tem indicador nacional acompanhado. É esse desequilíbrio, e não a lei, que a proposta ataca: a lei existe, falta aplicar.
Por que isso importa ao capixaba
O pedágio que o comerciante paga
A extorsão do comércio dentro da comunidade é receita recorrente da facção e prejuízo direto do vizinho. Quem paga pedágio repassa no preço, fecha as portas mais cedo ou fecha de vez. Cada real cobrado ali financia arma, salário de olheiro e advogado.
Atacar esse fluxo tem efeito visível na vida de quem trabalha, e não apenas em estatística de segurança. É o ponto em que a proposta encontra o eixo da economia da insegurança: violência é também custo, e custo suportado por quem produz.
Perguntas frequentes
O que perguntam sobre esta proposta
Fontes
De onde vem cada referência desta página
A descrição do domínio simbólico das facções no Espírito Santo, da cobrança de pedágio ao comércio e do uso de influenciadores digitais na lavagem de dinheiro do tráfico é relato do próprio candidato, apresentado no documento de propostas da campanha, e está identificada nesta página como relato dele.