O problema em números
A conta que o criminoso faz antes de agir
Cada número abaixo vem de uma fonte pública, identificada logo embaixo do dado. A lista completa, com links, está no fim da página.
O que a evidência mostra
A impunidade explica melhor que a pobreza
Um estudo publicado na Revista de Saúde Pública comparou os 27 estados brasileiros e testou os preditores clássicos da violência: renda, desigualdade, desenvolvimento social, estrutura demográfica. Nenhum deles explicou a diferença nas taxas de homicídio. O que explicou foi um índice de impunidade, construído a partir da relação entre o total de homicídios e o número de pessoas presas. A conclusão dos autores é direta: quanto maior a impunidade, maior a taxa de homicídio.
Não é um argumento de campanha. É um resultado de pesquisa revisada por pares, e é exatamente a mecânica que a proposta ataca.
O que ele propõe
Cinco medidas concretas de mandato
A objeção mais comum
"O Brasil já prende muito e a violência não cai"
É verdade que o país tem uma das maiores populações carcerárias do mundo. E é justamente aí que está o ponto. Segundo o levantamento do Instituto Sou da Paz, apenas cerca de 11% dos presos no Brasil respondem por crimes contra a vida: a maior parte está detida por crime patrimonial e tráfico, muitas vezes em prisão provisória. Ao mesmo tempo, quase dois terços dos homicídios não chegam a ter alguém denunciado.
Prender muito e punir mal são coisas diferentes. A proposta não é encarcerar mais gente por qualquer coisa: é fazer com que quem mata, quem comanda e quem reincide cumpra a pena inteira, e que o homicídio deixe de ser o crime com maior chance de sair impune.
Referência internacional
Não é pena maior. É pena certa.
Assis cita Singapura, Japão e Coreia do Sul. O que esses países têm em comum não é uma pena espetacular no papel: é uma cadeia que fecha. O infrator é identificado, o inquérito conclui, o processo anda, a condenação sai e a pena é cumprida. É o oposto do desenho brasileiro, em que cada etapa perde uma fração do que a anterior entregou.
Por isso a frase que ele repete em entrevistas é a mesma: bandido bom não é bandido morto; o que reduz a criminalidade é a certeza da pena.
Perguntas frequentes
O que perguntam sobre esta proposta
Fontes
De onde vem cada número desta página
Alguns números citados pelo candidato em entrevistas, como a probabilidade de sucesso na ação criminosa e o percentual de aumento dos casos de autoextermínio na tropa, constam do documento de propostas da campanha e estão identificados nesta página como estimativa apresentada pelo candidato.